A crise na Europa: o fim, não era o fim…

Como salientamos em edições anteriores, a vontade de que a crise na Europa tivesse passado, era bem maior que a realidade da própria crise. Era de se estranhar que, com a gama de conflitos armados em sua periferia, Países com grandes dificuldades financeiras, o Euro sendo atacado de todos os lados, etc., uma crise tão profunda pudesse ser erradicada com tanta facilidade. O grande motor europeu, a Alemanha, até que deu uma partida relativamente veloz neste sentido, mas como diversos Bancos alemães alertaram, todo cuidado é pouco nessa hora.

Não deu outra. O motor engasgou e está começando a perder potência rapidamente. E para ajudar nesta parada, o próprio mundo não ajudou: a Alemanha registrou o menor nível em suas exportações desde 2009! Uma queda brusca e inesperada de 5,8% em Agosto, apesar de Julho ter sido um bom mês, inclusive com algumas marcas importantes alcançadas, como um volume de exportação de Euros 100 bilhoes.

Hoje, as previsões mais otimistas para o crescimento da economia alemã, são de 1,3% para 2014 e 1,2% para 2015. Lembrando que os prognósticos anteriores eram de 1,9% e 2,0% respectivamente.

Isso vai de encontro com as expectativas para a economia mundial, que teve de Julho para Setembro, um decrescimo 0,1% no valor ajustado para 2014, sendo reduzido para 3,3%. O valor estimado para 2015, também sofreu uma redução de 4,0% para 3,8%.